
Comunicado Pastoral aos Fiéis da Diocese de Luziânia
Sobre a Fraternidade Sacerdotal São Pio X e a
Participação em suas Celebrações e Atividades
Queridos diocesanos da Diocese de Luziânia, paz e bem!
No dia 1 de julho de 2026, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X realizou ordenações episcopais sem o mandato apostólico e contra a vontade do Sumo Pontífice, Papa Leão XIV. Em 2 de julho, o Dicastério para a Doutrina da Fé publicou um Decreto e uma Nota Explicativa por meio dos quais declarou que tais ordenações possuem um caráter cismático e que os bispos envolvidos incorreram em excomunhão latae sententiae, por se tratar de uma grave ruptura da comunhão eclesial.
Conforme esclarece a Nota Explicativa, todos os ministros sagrados (bispos, padres e diáconos) pertencentes à Fraternidade Sacerdotal São Pio X encontram-se objetivamente em situação de cisma e devem ser considerados cismáticos. Por isso, esses ministros administram ilicitamente os sacramentos; são inválidos os sacramentos da confissão por eles administrados e o matrimônio por eles assistidos.
Também a Nota Explicativa esclarece que os fiéis leigos que aderem formalmente à Fraternidade, compartilhando as razões da ruptura da comunhão eclesial, suas opções e sua rejeição prática da submissão ao Romano Pontífice e aos Bispos em comunhão com ele, e que frequentem regularmente ou exclusivamente as atividades vinculadas à Fraternidade, são considerados, igualmente, cismáticos e excomungados.
Diante disso, exorto os fiéis da Diocese de Luziânia, confiados aos nossos cuidados pastorais, a não participarem de celebrações nem de quaisquer atividades promovidas por membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Tal participação expõe os fiéis ao risco de progressiva adesão ao cisma, com graves consequências espirituais e canônicas.
Permaneçamos unidos à Igreja Católica Apostólica Romana, como o ramo permanece unido à videira (cf Jo 15,4-5). Cultivemos, com renovado empenho, a comunhão filial com o Romano Pontífice, sucessor do Apóstolo Pedro, acolhendo com docilidade seus ensinamentos. A comunhão com o Papa pertence à própria constituição querida por Cristo para a Igreja. O Papa é aquele que nos confirma na fé (cf. Lc 22,32).
Permaneçam igualmente unidos ao Bispo diocesano, princípio e fundamento visível da unidade na Diocese. Renovemos nossa adesão ao Concílio Ecumênico Vaticano II, recebido e interpretado na continuidade da Tradição viva da Igreja. Prossigamos com novo ardor na acolhida e na aplicação de seus ensinamentos.
Aos irmãos e irmãs que hoje se encontram separados da plena comunhão com a Igreja Católica, asseguro minha disponibilidade para acolhê-los fraternalmente e acompanhá-los no caminho espiritual e canônico de restauração da plena comunhão eclesial.
Que o Divino Espírito Santo, padroeiro diocesano, continue a suscitar entre nós a unidade na diversidade e conserve-nos firmes na única fé da Igreja.
A todos vocês, caríssimos filhos e filhas da Diocese de Luziânia, concedo a minha bênção.
Luziânia, 14 de julho do Ano do Senhor de 2026.
Dom Francisco Agamenilton Damascena
Bispo diocesano